5.6.07

Aula 20 Manuel Maria Carrilho


A 11 de Maio de 2006 Manuel Maria Carrilho apresenta o seu livro «Sob o signo da verdade» em que diz que foi vitima de uma conspiração de jornalistas, comentadores e uma agência de comunicação para o derrotar nas eleições autárquicas que deram a vitória a Carmona Rodrigues em Lisboa. Carrilho fala em manipulação e numa entrevista à RTP diz que «existe uma corrupção generalizada muito difusa» envolvendo jornalistas e a actividade das relações públicas. Carrilho acusa António Cunha Vaz, director de uma agência de comunicação, que lhe terá oferecido os seus serviços, com o argumento de que «tudo se compra».


Manuel Maria carrilho propõe que «a regulamentação das agências de comunicação», através da «definição de um código de conduta e de outros procedimentos».
«Vou defender a clarificação da responsabilidade dos jornalistas e do exercício transparente da sua actividade. Estamos no contexto da definição de um novo estatuto dos jornalistas. Vou propor que passem a ser objecto de registo de interesses».
Carrilho frisou que «qualquer autarca é obrigado a apresentar uma declaração de registo de interesses» e defendeu que os jornalistas «são os instrumentos do escrutínio da transparência e só têm a ganhar se tudo o que respeita ao seu interesse for também transparente para os cidadãos e não opaco».


As agências tratam das notícias mais são os jornalistas que decidem se passam ou não para o espaço mediático.

Fonte, facilitadora, parceira, intermediária. Assim se definem as empresas, mais conhecidas por agências, de comunicação que prestam, entre outros serviços, a tão falada assessoria mediática. Uma visão contrária à defendida por Manuel Maria Carrilho, que no seu livro Sob o Signo da Verdade acusa uma desta empresas - Cunha Vaz & Associados - de lhe ter oferecido os seus serviços, em que incluía a compra de jornalistas, aquando da sua corrida à presidência da Câmara de Lisboa.
É justamente para ajudar à transparência do sector que Luís Paixão Martins, director-geral da LPM, está a preparar um código de ética para a disciplina de assessoria mediática, na actividade em conselho e relações públicas. "Em parte, este código já existe", alerta Paixão Martins, apontando para o código deontológico dos jornalistas. "Isto seria suficiente, pois trata-se de um conjunto de regras universais relativamente fortes."


Luís paixão Martins diz que: “Sempre defendi que a actividade das empresas de conselho em comunicação não deveria merecer regulamentação específica, mas a polémica lançada por Manuel Maria Carrilho obrigou-me a uma reflexão acerca do assunto e a mudar de opinião. Refiro-me em particular aos serviços prestados ao abrigo da disciplina de assessoria mediática (ou comunicação com jornalistas), embora o mesmo critério possa ser aplicado a áreas menos comuns como a comunicação de lobbying.Sempre entendi que estas empresas desempenham um papel relevante na compreensão entre os jornalistas, por um lado, e as instituições e as pessoas que querem ter protagonismo mediático, por outro. Essa compreensão passa pelo respeito que cada uma das partes deve à outra. Passa, por exemplo, pelo conhecimento das especificidades da formação das decisões editoriais. E, pelos vistos, deve passar pela definição de um código de conduta que impeça os menos sérios ou os mais desatinados de fazerem promessas que não podem cumprir e que são eticamente reprováveis.”


São os jornalistas que decidem sempre tudo aquilo que vai ser publicado ou não as agências de comunicação limitam-se apenas a dar os temas e assuntos para que os jornalistas abordarem. É como tudo na vida existem agências e técnicos de comunicação que também prestam mau serviço.

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